Quando você não consegue decidir se a pessoa é "meio louca" ou "meio gênio".
Autora: Erin Morgenstern
Editora: Intrínseca
Ano de lançamento: 2012
Classificação: 4/5
Sinopse: Sob suas tendas listradas de preto e branco uma experiência única está prestes a ser revelada: um banquete para os sentidos, um lugar no qual é possível se perder em um Labirinto de Nuvens, vagar por um exuberante Jardim de Gelo, assistir maravilhado a uma contorcionista tatuada se dobrar até caber em uma pequena caixa de vidro ou deixar-se envolver pelos deliciosos aromas de caramelo e canela que pairam no ar. Por trás de todos os truques e encantos, porém, uma feroz competição está em andamento: um duelo entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, treinados desde a infância para participar de um duelo ao qual apenas um deles sobreviverá. À medida que o circo viaja pelo mundo, as façanhas de magia ganham novos e fantásticos contornos. Celia e Marco, porém, encaram tudo como uma maravilhosa parceria. Inocentes, mergulham de cabeça num amor profundo, mágico e apaixonado, que faz as luzes cintilarem e o ambiente esquentar cada vez que suas mãos se tocam. Mas o jogo tem que continuar, e o destino de todos os envolvidos, do extraordinário elenco circense à plateia, está, assim como os acrobatas acima deles, na corda bamba.
Opinião:
Para ser bem
sincera, O Circo da Noite foi o distópico mais estranho que já li. O que me
faz pensar que a autora não bate muito bem. Sim, o livro é um tanto quanto
confuso de ler, não são para todas as mentes.
Celia e
Marco são “treinados” para um jogo que seus orientadores armaram quando estes
ainda eram crianças, o circo era nada mais que o ambiente do jogo. Porém, o
personagem principal não é Celia e Marco, é o próprio circo.
O tal jogo é
uma incógnita para os personagens quanto para os leitores. Se você está à
procura de romance no circo, esqueça. Mas quando Celia e Marco se tocam, a
competitividade é deixada um pouco de lado e a procura incessante se torna mais
árdua. Ao decorrer, descobrem que ambos são adversários e vivem por descobrir um
jeito de acabar com o referido jogo. Eles se apaixonam. A estrutura do circo
abala todas as vezes que se tocam, a luz se apaga. O amor deles intervém na gravidade.
No entanto, como eu disse, amor não é o foco principal do livro. Uma particularidade que eu notei e que vocês precisam saber é sobre “Próspero", "o Mágico" e Alexander (orientadores de Marco e Celia). Lendo o livro você vai saber qual a ligação deles com os jogadores e também vai saber que de orientadores não têm nada.
Outro problema é
a ordem cronológica que oscila; o que pode ser considerado bom, pois você
presta bem mais atenção do que se o tempo fosse mais retilíneo. Além do drama de Marco e Celia, há outra estória paralela: Bailey e Poppet. Você, que leu o
livro, sabe que Bailey se apaixonou por Poppet ainda criança, mas ele não. O
final de Bailey e Poppet me deixou frustrada, confesso. Mas essa é uma opinião
bem pessoal.
Em suma,
indico o livro sim. Ele é bom. Você pode achar que Erin Morgenstern é meio
louca ou meio gênio.Tirei a conclusão que ela é meio gênio. Apesar de tantos
becos, eu queria que houvesse uma continuação. Aprovado!
Ps: Leia com BASTANTE atenção!
Quote:
“Enquanto ela desabotoa botão após botão, Marco tateia cegamente os laços e colchetes, recusando-se a afastar os lábios dos dela. O traje meticulosamente elaborado cai num amontoado em volta dos pés dela. Amarrando os laços soltos do espartilho de Celia ao redor do próprio punho, Marco a puxa para o chão junto com ele. Os dois continuam a remover camada após camada até nada mais separar seus corpos.” - Página 281, Parte III.
Resenha por: Aline Branco

Nenhum comentário:
Postar um comentário